livro vermelho da flora endemica do rj

Livro Vermelho da Flora Endêmica do Rio de Janeiro é lançado. Projeto é resultado do trabalho de mais de 100 pesquisadores

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (210 anos), a Escola de Botânica do Jardim Botânico (17 anos) e o Centro Nacional de Conservação da Flora – CNCFlora (9 anos) acabaram de lançar um trabalho, talvez pioneiro no mundo para um estado, referente à flora endêmica do RJ, entitulado “Livro Vermelho da Flora Endêmica do Estado do Rio de Janeiro”. Foram classificadas e estudadas 884 espécies com ocorrência apenas no estado do RJ (o que chamamos de endêmicas). Dessas,  55,6% (285 espécies) se encontram em estágio de perigo (EN) e 27% (139 espécies) criticamente em perigo (EC).

Todo o trabalho foi custeado pelo Fundo de Conservação de Compensações Ambientais do Estado do Rio de Janeiro. O documento, embora não concorra diretamente para o objetivo final da compensação, que é a recomposição florestal das nossas matas, o fez de maneira indireta.

O Livro Vermelho da Flora Endêmica do Estado do Rio de Janeiro nos brindou com um trabalho de altíssima qualidade, envolvendo uma centena de profissionais de mais de 30 instituições, e poderá nortear as ações necessárias para que possamos reduzir a lista de espécies ameaçadas em qualquer grau, bem como imprimir ações para que a lista não cresça.

A Biovert (25 anos) e seu quadro técnico convidam você a se engajar na luta pelo resgate dessas espécies. Não trate a sua compensação ambiental com indiferença. Procure trabalhar com empresas comprometidas com a causa ambiental e com o compromisso de deixar um legado vivo e verdadeiro para as futuras gerações.

 “Muito além de uma simples lista, as listas vermelhas ou livros vermelhos são uma das mais abrangentes ferramentas de conservação de espécies, amplamente utilizadas pelos governos na formulação e implementação de políticas públicas de proteção da biodiversidade.” (Livro Vermelho da Flora Endêmica do Estado do Rio de Janeiro, 2018)”

Confira alguns trechos do livro, destacados a seguir:

“Esse processo envolveu mais de 30 instituições governamentais e não governamentais e mais de 120 pesquisadores brasileiros e estrangeiros, além de outras dezenas de técnicos e gestores públicos de distintas autarquias.”

“É importante ressaltar os cinco principais vetores de pressão à flora endêmica e aos seus hábitats, a saber: urbanização e expansão urbana, fogo, agropecuária, espécies invasoras e infraestrutura diretamente associada às estradas. Esses vetores afetam, respectivamente, 64%; 38%; 31%; 10% e 8% das espécies em questão.”

“De maneira geral, a flora endêmica do Rio de Janeiro está ameaçada ou é desconhecida. Esse padrão pode ser resultante do histórico de intensa ocupação de toda a Mata Atlântica e também da distribuição espacial restrita de grande parte das espécies, tornando-as ainda mais vulneráveis a ameaças que incidem sobre o território.”

“Desse modo, o estado do Rio de Janeiro tem pela frente ao menos dois grandes desafios: diminuir o risco de extinção das espécies e aumentar o conhecimento sobre aquelas pouco conhecidas.”

“A avaliação de risco e o conhecimento sobre o estado de conservação das espécies endêmicas do Rio de Janeiro forneceram a base científica necessária para o estabelecimento de áreas prioritárias para conservação, o planejamento de ações de conservação e o direcionamento de investimento em pesquisa tanto de espécies ameaçadas, quanto daquelas parcamente conhecidas. Cabe agora ao Estado, às ONGs e à sociedade o engajamento político e socioambiental necessário para a execução das ações de conservação propostas para essas espécies, visando à manutenção do valioso patrimônio natural que o estado do Rio de Janeiro guarda para o Brasil.”

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