Biovert realiza pesquisa sobre reuso sustentável de resíduos inorgânicos na produção de mudas

A produção e destinação de resíduos orgânicos e inorgânicos decorrentes dos trabalhos ambientais desempenhados pela Biovert é uma preocupação constante para nós. Anualmente, plantamos centenas de árvores em nossos projetos. Isso produz um número considerável de resíduos plásticos. Atenta ao dano ambiental decorrente do descarte desse material, a Biovert recolhe todo esse resíduo e armazena em seu viveiro de mudas, em Silva Jardim, onde realiza, há quase três anos, uma pesquisa sobre so reuso desses materiais na produção sustentável de mudas. É esta a história que queremos contar para você.

No processo de produção de mudas é necessário utilizar embalagens plásticas para armazenamento e transporte de cada planta. Toda vez que uma muda é plantada em seu local definitivo, seja em áreas de preservação ambiental ou no plantio urbano, essa embalagem plástica perde a função, pois precisa ser removida e descartada no momento do plantio. Não há reutilização.

(Vale frisar que a regra não é a mesma para as embalagens de citrus e vasos, aquelas utilizadas para plantas maiores, pois as mesmas podem ser reaproveitadas se resistirem à extração da muda, mas vamos falar sobre o material que não pode ser reutilizado).

Vamos entender melhor a pesquisa?

“Temos o objetivo de incorporar o material triturado dessas embalagens plásticas ao substrato de produção de mudas. As minúsculas partes plásticas desse material, ao serem reincorporadas com sucesso ao processo de produção, passariam de dano ambiental a utilização sustentável dos resíduos”, explica o diretor da Biovert, o engenheiro florestal Marcelo de Carvalho Silva (foto acima), responsável pela iniciativa.

Apesar da notícia animadora sobre o uso desse material, é preciso prudência para implementar essa inovação. “A pesquisa precisa ser concluída para que a empresa possa assegurar que a utilização do material plástico não causará dados ao meio ambiente. Por isso, até que possamos ter certeza, não utilizaremos essa solução em nossa cadeia produtiva”, frisa Marcelo.

Ainda que a pesquisa esteja em curso e não tenha sido concluída, o recolhimento, a trituração e o correto armazenamento desse resíduo já denotam respeito às boas práticas ambientais, premissa seguida da Biovert.

Solução sustentável já em uso

Só foi possível iniciar a pesquisa sobre o reuso das embalagens plásticas em função da utilização de um equipamento de alta tecnologia, um conjunto de trituradores importado da Alemanha pela Biovert há alguns anos para outro fim ecologicamente sustentável (e já em funcionamento): a produção de biomassa vegetal.

Dentre os trabalhos executados pela empresa está o de remoções e podas vegetais. O material orgânico decorrente desse tipo de serviço é recolhido, triturado nesse equipamento de última geração e transportado para o viveiro de mudas. Lá, o material é compostado e, depois de pronto, misturado, na condição de adubo orgânico, à fabricação de substrato para a produção de novas mudas.

“Os resíduos orgânicos provenientes das podas e remoções devem ter o correto descarte, sob pena de prejudicar o meio ambiente. Apesar de a legislação não regular essa prática, a Biovert atua de acordo com as diretrizes ambientais da Agenda 21.”, conta o diretor da empresa.

Sobre esse ponto, é interessante citar que a Agenda 21, da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimentoque pode ser consultada no site do Ministério do Meio Ambiente – em um de seus capítulos versa sobre o “manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos”. O documento aponta quatro principais áreas de programas relacionados com resíduos; (a) Redução ao mínimo dos resíduos; (b) Aumento ao máximo da reutilização e reciclagem ambientalmente saudáveis dos resíduos; (c) Promoção do depósito e tratamento ambientalmente saudáveis dos resíduos; (d) Ampliação do alcance dos serviços que se ocupam dos resíduos.

A Biovert toma todo o cuidado necessário para a pesquisa. “Todo o material plástico é submetido a análise química para verificação da existência de possível composição tóxica. Outro cuidado refere-se a análise do substrato que está recebendo esse material em caráter experimental diz respeito a possíveis reações no solo na formação de novos compostos que podem apresentar toxicidade”, detalha Marcelo.

Se o objetivo da Biovert é contribuir para o correto descarte e a reutilização de resíduos, podemos considerar metade do plano concluído com sucesso, uma vez que a matéria orgânica de árvores podadas ou removidas – aí incluídos os raizeiros, material considerado de difícil descarte por sua difícil decomposição e o grande volume que ocupa – atualmente já compõe o substrato utilizado na criação de novas mudas.

Torcemos para que a pesquisa sobre os resíduos plásticos conclua que não haverá danos ambientais ao se incorporar o material inorgânico – o plásticos das embalagens de saquinho – ao mesmo substrato que os resíduos orgânicos. Mas, se isso não ocorrer, a trituração já é uma grande ação em prol do meio ambiente, uma vez que reduz o volume de resíduos, a área de proliferação de mosquitos e o tempo de decomposição do material.

Para finalizar, Marcelo de Carvalho explica que pode ser viável utilizar o material inorgânico em áreas impermeáveis sem o risco de contaminação. “Mesmo que se chegue a uma possível associação nociva para áreas abertas, os resíduos plásticos poderão ser incorporados ao substrato em área impermeáveis, diminuindo o volume de substrato”, finaliza.

É claro que, assim que finalizada a pesquisa, contaremos aqui  resultado.

Se você quiser conhecer um pouco melhor o processo de utilização da matéria orgânica na produção de substrato, que já é amplamente utilizado pela Biovert, convidamos você a assistir ao vídeo gravado em nosso viveiro de mudas, em 2014, pelo Programa Cidades e Soluções, da Globo News.

Esperamos que tenham gostado de saber sobre nossos projetos. Isso é o que chamamos de responsabilidade ambiental na prática! Essa é a Biovert.

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