Projeto Brasil Norte-Sul visita a fazenda da Biovert

O domingo era de sol e céu azul no dia 12 de julho, quando a Biovert abriu os portões de sua fazenda, em Silva Jardim-RJ, recebendo 45 estudantes do projeto Brasil Norte-Sul para uma visita guiada.

Localizada na região conhecida como Pirineus, em um vale de beleza estonteante, a Fazenda Plathymenia abriga a operação de produção de mudas da empresa. Na visita, que foi liderada pelo diretor da Biovert, o engenheiro Marcelo de Carvalho Silva, o grupo de 45 futuros engenheiros florestais – composto por estudantes da UFPR, UFRRJ, UDESC, UnB, e também de duas universidades da Alemanha – pôde conhecer todo o processo produtivo de mudas nativas, do ciclo que se inicia com a coleta das sementes da planta-mãe (ou matriz) até a muda pronta para comercialização em diversos tamanhos.

O projeto
Criado em 2008 pelo professor Renato Cesar Gonçalves Robert, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o projeto Brasil Norte-Sul percorre o país apresentando aos alunos o mercado de engenharia florestal, as cadeias produtivas e os biomas objetivando trazer a vivência da profissão escolhida para a vida dos estudantes.

“Em 2008 aconteceu a primeira edição do projeto, com apenas 8 alunos da UFPR. Publicamos o vídeo da viagem no Youtube e uma aluna da UFRRJ que assistiu me escreveu perguntando se alunos dessa universidade poderiam integrar o grupo. As instituições alemãs que hoje também participam vieram de um contato que tive durante meu mestrado na Alemanha. E assim vem crescendo o projeto”, conta Renato.

Na edição de 2015, que irá durar mais de 30 dias, o grupo irá percorrer o Brasil do Sul ao Norte à bordo de um ônibus e chegará até Cuzco, no Peru. A Biovert foi uma das primeiras paradas, que recebeu os estudantes recém-chegados de Curitiba.

A parceria
A Biovert é parceira do projeto Brasil Norte-Sul desde 2012. Anualmente a Fazenda Plathymenia é preparada para receber o grupo, que passa o dia nos Pirineus, com direito a café da manhã e almoço na fazenda. O diretor da empresa, Marcelo de Carvalho, disponibiliza todo o conhecimento adquirido em mais de 38 anos de experiência no setor florestal respondendo a todas as perguntas dos alunos.

“Quando criamos a fazenda a ideia era nos dedicar apenas à produção de mudas, mas foi preciso verticalizar a produção, atendendo ao mercado de compensação ambiental, para que conseguíssemos vender as mudas que produzimos. Ter um viveiro com alta capacidade produtiva sem conseguir destinar o seu produto torna a sua operação inviável”, explicou Marcelo ao grupo.

Segundo o engenheiro, o mercado de engenharia florestal passa por um momento delicado em função da situação econômica do país, mas é uma área próspera para novos profissionais e de parcerias importantes com clientes: “O custo ambiental hoje atinge cerca de 4% do valor de venda dos imóveis. Isso fez com que o mercado da construção civil visse na área ambiental uma importante parceira na assessoria sobre o dimensionamento desses custos, por isso temos nos tornado cada vez mais estratégicos para os nossos clientes”.

Atualmente, a fazenda Plathymenia produz cerca de 360 espécies de mudas, predominantemente nativas de Mata Atlântica, que são utilizadas em projetos de revegetação, compensação ambiental e outros. A capacidade produtiva anual é de 3 milhões de mudas.

A Biovert conta com equipamentos de última geração, importados da Alemanha, que são capazes de triturar o material vegetal proveniente das podas e remoções de vegetação e criar, a partir desse material lenhoso, matéria-prima para produção de novas mudas. Um processo sustentável e de responsabilidade ambiental que faz parte do portfólio de serviços da empresa. Além dos serviços de revegetação e supressão, a empresa atua também na área de elaboração de inventários, projetos e, mais recentemente, com manejo de fauna.

O que dizem os alunos
Bruna Bomm
, 21 anos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), destacou os pontos mais interessantes da visita: “O projeto nos permite fazer contatos que podem ser importantes para nós quando nos tornarmos profissionais. Conhecemos boas empresas e temos a oportunidade de entender do nosso mercado fora do meio acadêmico, o que nos enriquece como futuros profissionais. Eu não conhecia a embalagem de citrus, por exemplo, que a Biovert utiliza. É legal poder conhecer as novidades do mercado que não chegam à sala de aula”, pondera a aluna.

“A Biovert se diferencia no mercado florestal pois ela é muito mais do que uma produtora de mudas. Ela faz consultoria, possui seu próprio viveiro e tem as máquinas de trituração. É um diferencial uma mesma empresa ser capaz de suprimir [cortar] e plantar. Normalmente o trabalho é setorizado, cada empresa realiza um dos serviços, o que não é o caso da Biovert”, opina Marieli Reeza, 21 anos, também aluna da UFPR.

A surpresa não foi apenas para os alunos brasileiros. Anja Kasper, 24 anos, uma das cinco alemãs que faziam parte do grupo, se disse impressionada com o pioneirismo da Biovert: “A empresa tem um leque de serviços muito grande. Ela é pioneira na sustentabilidade dessa cadeia produtiva. Gostaria de destacar o trabalho que realizam com animais, relacionado a captura e posterior soltura. No meu país esses trabalhos existem, porém são todos setorizados. A Biovert se apresentou completa em sua área e uma empresa com ideias futuristas. Saio dessa visita com uma impressão muito positiva sobre esse tipo de serviço no Brasil”.

O idealizador do projeto, Renato Robert, finalizou a visita nos brindando com seu discurso final. “Desde a primeira visita na fazenda da Biovert, em 2012, eu achei de suma importância passar por aqui. E a empresa abraçou nossa iniciativa de forma muito calorosa. O aluno que participa dessa visita conhece a parte técnica executada da melhor maneira e se torna um entusiasta ainda maior da engenharia florestal”, finaliza o mestre.

Nossos parabéns ao professor Renato Robert. Foi um prazer recebê-los. Até 2016, projeto Brasil Norte-Sul!

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